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quinta-feira, 26 de março de 2015

A legitimidade da proposta de boicote sugerida por Feliciano

Posted by Eliseu Antonio Gomes on quinta-feira, março 26, 2015 with No comments
Por Fabio Blanco

O pretexto de liberdade, quando defendida por meio da crítica à liberdade alheia, não passa de um simulacro. O que ele esconde, na verdade, é o espírito intolerante, incapaz de conviver com as escolhas daqueles que pensam de uma maneira que não se encaixa nos padrões politicamente corretos. Os pensadores de esquerda são pródigos, em seus discursos, na promoção de uma liberdade que contempla apenas aqueles que defendem ideias que lhes agradem. Mas os liberais modernos e até alguns conservadores também têm cometido esse erro, confundindo respeito à liberdade com silêncio ou omissão.

Quando o pastor Marco Feliciano, por meio de um post no Facebook, propôs (entenda bem: propôs!) aos evangélicos que boicotassem, temporariamente, a empresa Natura, por causa de seu patrocínio oficial à novela da Rede Globo de Televisão, Babilônia, muita gente se mostrou indignada, como se isso representasse uma afronta obscurantista à liberdade de expressão e uma típica atitude de um líder manipulador e de um povo estúpido, pronto para obedecer o que dizem seus gurus. Desde reconhecidos liberais, como os articulistas do blog O Antagonista, até representantes da igreja pentecostal, como... [continuação da leitura em Gospel Prime]

Blanco é Advogado e proprietário do NEC - Núcleo de Estudos Cristãos (www.necfabioblanco.com.br).

sábado, 21 de março de 2015

EBD.LC 12 NÃO COBIÇARÁS.

Posted by Pr. Genivaldo Tavares de Melo on sábado, março 21, 2015 with No comments
EBD – SUBSÍDIO - LIÇÃO PARA O DIA 22/03/2015
PONTOS A ESTUDAR:
I – O DÉCIMO MANDAMENTO.
II – COBIÇA.
III – A VINHA DE NABOTE.




PROPOSTAS DA INTRODUÇÃO: Cobiçar as conquistas e o sucesso de outros, tem destruído vidas, casamentos e famílias.


I – O DÉCIMO MANDAMENTO.

1.1 Abrangência.

 João declara (IJo.5:19) que todo o mundo está no maligno, portanto, perceba-se que a abrangência é total; como se fizesse parte do DNA humano, porém, sabemos que entre os seres humanos, há os que reforçam a guarda moral para evitar os transtornos da concupiscência quando o autor relaciona as atitudes decorrentes dela: sensualidade, luxúria orgulho etc.

Cristo não apenas nos tirou do mundo, mas, tirou o mundo de dentro de nós.

1.2 Objetivo.

Como todos os outros mandamentos estudados, o propósito do décimo mandamento, entre outros, é estabelecer limites.

Interessante notar que há mandamentos que estabelecem limites às ações humanas (não roubarás) e este mandamento fixa uma norma de ética moral e interior considerando que nem sempre o que desejamos prejudica outros, mas, vitima a própria pessoa na sua angústia de querer ser e ter.

O autor cita Pv 16:32 “...Melhor o que domina seu espírito do que o que toma uma cidade”, portanto, o maior mal no ser humano é a perda do controle emocional e da fonte dos seus desejos.

Ainda bem que temos o Senhor por nosso auxilio e o seu Espírito por nosso condutor. Rm 8:14 “Pois todos os que são  guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus”.

1.3 Contexto.

O autor cita a inversão das cláusulas entre Ex.20:17 e Dt. 5:21.
A diferença é tão pequena que nunca me ative ao detalhe, mas, pode ser motivo para que algum aluno promova uma verdadeira batalha por conta disso considerando a fonte fiel dos dois textos. Não altera o sentido da ordenança.

1.4 Esclarecimento.

Neste tópico, o autor mostra a maneira como alguns seguimentos dividiram os mandamentos nas suas traduções. O importante em tudo isto é que não se altere a essência; o sentido ou o que de fato Deus transmitiu ao povo.

Lembro-me do velho catecismo católico onde se lia regras não encontradas no Decálogo bíblico.

1)    Amar a Deus sobre todas as coisas.
2)    Não tomar seu santo nome em vão.
3)    Guardar domingos e festas.
4)    Etc....


II COBIÇA.

2.1 Significado.

Segundo o autor:
“Desejar o que é gerado pela emoção”.

Concentrar o prazer em alguém ou alguma coisa.



2.2 Cobiçar.

Desejar o que é dos outros.

As crianças deixam transparecer com mais facilidade esse sentimento quando esperneia para conseguir o brinquedo do amiguinho.

Entre os adultos a coisa funciona como o ataque de leões sobre búfalos: espreita; aguarda a oportunidade; sonda o terreno, a força do oponente para depois se atirar sobre o despojo.



2.3 O texto paralelo.

O autor reconhece que a falta de rigor nos textos comparados entre Deuteronômio e Êxodo, não alteram o sentido da mensagem,  e isto é o que basta, pois compartilhamos do mesmo pensamento e louvamos ao Senhor por esse entendimento mútuo entre nós, consolidando a tese do princípio doutrinário aceito por “todas” as assembleias de Deus.



III – A VINHA DE NABOTE.

3.1 Proposta recusada.

Apesar da morte de Nabote promovida por Jezabel e Acabe, considero sua história como uma das mais emocionantes da Bíblia e cheia de bons ensinamentos para o nosso povo.

O caráter de Nabote.
Sua sustentação de fé e domínio de posse diante das vantajosas propostas feitas pelo rei.
Ensina-nos em como devemos guardar o tesouro, recebido de Deus, sem barganhar com o mundo por mais atrativa que seja a sua proposta.

A posição firme de Nabote: Não dou, não vendo e não troco a herança que recebi dos meus pais.

Guardemos a nossa herança.



3.2 O direito de propriedade.

Jezabel que não tinha herança em Israel nem temor a Deus, ignorava o direito de propriedade. O rei Acabe devia respeitar isto. É o que estamos estudando: a cobiça.

O desejo fez Acabe adoecer diante da recusa de Nabote.
Despertou mais ainda a insanidade de Jezabel.
O julgamento dela foi decretado e se cumpriu no tempo.

O julgamento para quem vive de expedientes por conta do espírito cobiçoso, não tarda. Aquele que semeia na carne colhe a corrupção (Gl 6.8).



3.3 O pecado de Acabe e Jezabel.

Nada pior que um governante corrompido e perverso.

O que temos visto em nossos dias compara-se aos dias de Acabe com danos muito maiores para a sociedade.

Vemos homens dominados pela cobiça ao vil metal e quem sabe quantos que nos bastidores negociam as próprias mulheres para conseguirem seus intentos.

Deus julgará o homem pela afronta a sua Palavra.

Pecar contra a autoridade de Deus é abraçar a morte.

3.4 O casal não contava com uma testemunha verdadeira.

Veio a palavra do Senhor a Elias o tisbita dizendo: “Levanta-te e desce para encontrar com Acabe, rei de Israel que está em Samaria; eis que está na vinha de Nabote aonde tem descido para possui-la.

Dá para perceber o tamanho do nosso Deus?

É possível perceber que Deus não deixa ninguém impune por quaisquer dos pecados descritos no Decálogo.


Enquanto Jesus não vem, é tempo de arrependimento e restauração.

sábado, 14 de março de 2015

EBD LÇ 11 NÃO DARÁS FALSO TESTEMUNHO

Posted by Pr. Genivaldo Tavares de Melo on sábado, março 14, 2015 with No comments
EBD – SUBSÍDIO - LIÇÃO PARA O DIA 15/03/2015
PONTOS A ESTUDAR:
I – O NONO MANDAMENTO.
II – O PROCESSO.
III – A VERDADE.
IV – O CUIDADO COM A MENTIRA.



PROPOSTAS DA INTRODUÇÃO: O falso testemunho é uma desonra e devemos evitar circular por esse caminho sombrio.


I – O NONO MANDAMENTO.

1.1 Abrangência.

No campo do processo legal o falso testemunho é tratado como ato lesivo ao direito de outrem, tratando-se, portanto, de crime.

O ato lesivo não é considerado crime apenas nos testemunhos em tribunais sobre cujos testemunhos, o juiz decidirá a favor de um ou de outro; ele começa na relação entre pessoas, interpessoais, causando prejuízos econômicos, quando provoca a perda de emprego de alguém e moral quando destrói relacionamentos.


1.2 Objetivo.

Assim descreve o autor: “...em defesa da fé e da honra...”.

Proteger a honra e a boa reputação de alguém.

Não divulgar notícias falsas nem compartilhar independente dos interesses dos agentes que construíram o falso testemunho.

Interesses não faltam quando se trata de prejudicar o semelhante e mais pessoalmente no nosso caso, um irmão prejudicar outro somente para obter “vantagens” e mostrar-se útil.


1.3 Contexto.

Perceba-se que Deus criou os mandamentos e este em especial para que houvesse paz entre os homens. Divulgar mentiras é promover guerras.
Na questão do contexto, o autor abre espaço para esclarecer a atuação dos juízes em Israel e o papel deles, diante de Deus como representantes de Deus nos tribunais daí, a razão de Samuel ter chamado o povo à confrontação do seu papel como juiz em Israel. ISm. 12:3.

Lembremo-nos que antes da lei e da constituição das cortes de justiça, os patriarcas julgavam o povo baseado em leis morais e na própria cultura.

Deus colocou na mente e no coração dos homens, o senso de justiça.

II O PROCESSO.

2.1 Responder em juízo.

O autor trata como característica forense o que é usado no julgamento na corte, daí, o falso testemunho não ser apenas dizer, mas, responder pelo peso verbal de “anah” como dizer e responder. Pode-se dizer ou responder com falso testemunho.

Certamente o autor cita 2Sm. 1:16 para dar exemplo como “resposta” da própria boca ao ser interrogado por Davi, não obstante, o autor relatava a verdade dos fatos.


2.2 Falso Testemunho

O falso testemunho sob qualquer circunstância repousa sobre a mentira ou a inverdade. 

Segundo o autor e pela força do termo hebraico “emedshaw” o falso testemunho diz respeito a declaração conscientemente falsa, sem valor, sem valor, no aspecto material e moral.



2.3 O próximo.

O próximo é sempre o mais próximo, o mais intimo. O autor cita Mt. 22:39 quando Jesus é interrogado sobre o maior mandamento da lei; pode parecer fora do contexto da lição, todavia, o autor toma como referência para mostrar  alcance da lei de Deus.

Alguns pontos da lei mosaica, dizem respeito unicamente ao povo de Israel, mas, os mandamentos que são bons e justos, no tocante a questões morais, tem alcance universal, obviamente o povo chamado gentio, não é habituado a preocupar-se com a lei de Deus, salvo, os crentes fieis,


III – A VERDADE.

3.1 Antigo Testamento.

A coisa enganosa não se sustenta por muito tempo. Quem fala a verdade, não tem qualquer dificuldade  de repeti-la sem qualquer alteração tantas vezes quanto forem necessárias.

Segundo o autor, a verdade (emet – hebraico) dá origem a “hemuná, hb.”;  fé,  fidelidade, firmeza e amém.

Que sejamos sempre verdadeiros por que o nosso Deus é verdadeiro e Deus da verdade. Jesus sempre uso “verdade” repetidas vezes.

3.2 Novo Testamento.

Na riqueza do vocabulário grego, citados pelo autor, as palavras tomam forma, aparentemente mais consistentes para nossa compreensão, mas, não diferente daquilo que nos oferece o texto que tem origem no hebraico.
Assim, podemos dizer que em qualquer idioma e em qualquer tempo, verdade é sempre verdade e caracteriza o individuo que ama a justiça.


3.3 O que é a verdade?
Pergunta Pilatos ao Senhor.

Há cinquenta anos detenho-me sobre esse texto e é para mim uma eterna incógnita. A pergunta, o silêncio e a resposta que parece não terem saído dos lábios do Senhor, deixando-nos a impressão que ao perguntar e obviamente olhar para o Senhor, nos remete ao monte quando Judas abriu caminho para os soldados e um destes respondeu a pergunta do Senhor: “A quem buscais? Jesus o Nazareno; sou eu responde o Senhor; recuaram e caíram por terra, João 18:4-6. Estavam diante de Deus.

IV – O CUIDADO COM A MENTIRA.

4.1 As testemunhas.

A abordagem do autor tem grande valor, reveste-se de muita importância, pois, a recomendação do Senhor ao seu povo, vale pra os nossos dias senão vejamos:

“Não aceites acusação contra o presbítero, senão, com duas ou três testemunhas”.  ITm. 5:19.

Há muitas vozes em nossos dias; verdadeiras e mentirosas. As verdadeiras são quase sempre frágeis.

4.2 Os danos.

Os danos são sempre irreparáveis e os causadores, como sempre, inconscientes do mal criado.


4.3 O pecado da mentira..

Há muitos pecados ligados a área da moral humana e que nunca são julgados pela igreja; são pecados internos e a mentira só é percebida quando destrói uma vida. Uma pena.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Não é só o mundo que inverte valores - uma dissertação de Judson Canto

Posted by Eliseu Antonio Gomes on quinta-feira, março 12, 2015 with No comments

Por Judson Canto

Costumamos acusar o sistema do “deus deste século”, que chamamos “mundo” de inverter os princípios bíblicos e emporcalhar as instituições saudáveis e benéficas ao ser humano, e nisso estamos absolutamente certos. Não se poderia esperar outra coisa, aliás. Se vivemos num mundo imerso no Maligno, seria muito estranho que os valores cristãos não encontrassem resistência. Mas os cristãos, que não são do mundo, às vezes se esquecem de que ainda vivem nele e por descuido, quero crer, acabam jogando contra o patrimônio.

Costumo passar diante de uma dessas denominações ou comunidades que se proliferam como gramíneas nos centros urbanos, e vejo ali a prova da inversão das prioridades do evangelho: o pequeno salão com portas de rolo que se abrem para a calçada; a placa de identificação cujo nome corresponde a um clichê evangélico; a foto da pastora Fulana de Tal.

Se pensarmos nos três principais componentes da igreja, iremos nos lembrar de Cristo, seu fundador e cabeça. A Cabeça nos remeterá ao seu corpo espiritual, a igreja dita universal ou invisível. Por fim, cogitaremos a igreja local, o grupo de crentes que se reúne em determinado lugar.

O descrente alcançado pelo evangelho deveria ser apresentado antes de tudo a Cristo, mas a primeira pessoa que ele conhece ao passar diante de um desses estabelecimentos é o “pastor”, “missionário” ou “apóstolo” titular do CNPJ.

Ele deveria em seguida ser introduzido no organismo vivo do qual será membro, mergulhado na sublimidade do batismo espiritual que nos faz um com o Senhor, mas em vez disso depara com um nome esquisito numa placa (ou com um nome tradicional, não faz diferença).

O convertido deveria logo depois ingressar numa igreja local, que é sempre povo, não um lugar (daí a expressão bíblica “a igreja que se reúne na casa de…”). Mas antes mesmo que exista povo, isto é, a igreja local, o templo já está ali, muito parecido com uma lojinha de 1,99. Depois disso, o novo crente confundirá templo com igreja pelo resto da vida. Ou com uma lojinha, se não ficar atento.

O pastor antes de Cristo. A denominação antes da igreja. O prédio antes do povo. O humano antes do divino. Eis a inversão.

Fonte: O Balido - Blog do Judson Canto

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Nota de Eliseu Antonio Gomes: Entre os religiosos,  é costume o uso da palavra "mundo" para definir produções e envolvimentos de pessoas em eventos realizados em espaços físicos de instituições que não estejam relacionadas com suas práticas de religião. Concordo parcialmente, isso é a metade da verdade. O mundo reprovado por Deus, como bem definiu o autor do artigo, é "o sistema do deus deste século". Qual seria esse sistema, então? A adesão ao comportamento de desobediência e desinteresse aos mandamentos do Senhor - amar a Deus em primeiro lugar; amar ao próximo como a nós mesmos;  amar o inimigo. E sendo assim, pelo olhar do Senhor que nos chama para servir de corpo, alma e espírito, a pessoa mundana não é apenas quem é antireligioso, não é apenas o estuprador de mulheres, a mulher promíscua, o assassino em série; o ladrão de idosos ou bancos.

Também pode ser extremamente mundano o sujeito que é assíduo frequentador de templos evangélicos, aquele religioso 24 horas ao dia, durante todos os dias dos anos de sua vida, se apesar da presença efetiva aos cultos não caminhar no Espírito, mas estar em constante contenda com o marido/a esposa, pais/filhos, maltratar os irmãos de fé e os descrentes, aquele que apenas praticar o bem aos semelhantes interessado em tirar vantagens da situação recebendo favores em troca. Quem é assim carrega o mundo dentro de si.

Para meditar: O Criador enxerga em seu coração rebelião e negligência aos mandamentos ou encontra adoração de seu espírito? Não basta ir à igreja durante o meio da semana e aos sábados e domingos, a carne também se alimenta de práticas religiosas. É preciso renascer para Deus, é preciso desapegar-se do sistema estabelecido pelo deus deste século e apresentar a Jesus Cristo o fruto do Espírito. Confira: Colossenses 2.20-23; Gálatas 5.19-23.

terça-feira, 10 de março de 2015

Em defesa do neopentecostalismo - argumentação e contra-argumentação

Posted by Eliseu Antonio Gomes on terça-feira, março 10, 2015 with 1 comment
Rachel Winter é jornalista e escritora de literatura cristã, edita o Blog Mensageiras da Ressurreição. É blogueira desde agosto de 2010, e eu sou leitor de seu blog. Em 18 de janeiro de 2015 ela escreveu o artigo Em Defesa do Neopentecostalismo, que considerei muito interessante porque não havia visto iniciativa assim na Blogosfera Evangélica até então. Eu fiz meu comentário a respeito do tema esposto por ela. Abaixo, a minha contra-argumentação, que não significa estar totalmente contra seus posicionamentos. 
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Prezada irmã Rachel.

Sou uma pessoa que se nega a lançar críticas sem o conhecimento da causa. Eu quero ver primeiro, ter minhas impressões próprias, recuso-me a seguir , de olhos fechados, o pensamento do outro quando o outro manifesta suas opiniões, seja um selo de aprovação ou reprovação.

Assim, sendo eu uma pessoa que nasceu no berço da Assembleia de Deus na cidade de São Paulo, conheci a Igreja Deus é Amor, a Igreja da Graça e a Igreja Universal, que são alvos de muitas críticas. Não posso comentar sobre outras neopentecostais porque não as observei de perto.

Barganhas...

A grande crítica às neos é conhecida como Heresia da Barganha. Esta crítica atinge o costume de oferecer oração apenas aos crentes que entregarem uma quantia pré-determina em oferta. Eu vi isto acontecer pessoalmente, o dirigente do culto se propôs a orar apenas pelos doentes que pudessem ofertar antes da oração o valor de cem reais. E como ficaram os outros enfermos sem dinheiro? Foram despedidos com os seus males. Isso é uma crueldade sem escrúpulos que Jesus e os apóstolos jamais praticaram.

Eu vejo com preocupação a atitude dessas lideranças neopentecostais em distribuir aos membros apetrechos, como panfletos, cruzes, sal, copos de água, óleo, etc, associado a uma oração em busca de alguma espécie de bênção. Muitos membros se apegam a essas coisinhas, não conseguem orar em nome de Jesus sem que não tenham algum tipo de objeto nas mãos. Entendo que as ovelhas de Cristo deveriam ser preparadas para não depender dessas coisas ao orar ao Senhor, pois o ensinamento bíblico é que usemos apenas a fé e o nome de Jesus, e nada mais. 

Como cristão que preza pela clareza dos fatos, quero dizer que existem muitos depoimentos de milagres de curas em igrejas pentecostais, sem nunca ser usado o recurso do copo de água, sal, panfleto , e imposição de entrega de ofertas com valor estipulado.

Os líderes neopentecostais citam como argumento, para a orientação de usar objetos, o episódio de Jesus e a lama nos olhos do cego, a cura através da sombra de Pedro e a cura de Naamã nas águas de um rio. Mas eles não cogitam que essas passagens não aconteceram associadas aos pedidos de ofertas, não cogitam que são passagens bíblicas de modalidade narrativa e não normativa. 

O fato de as narrações bíblicas sobre milagres vinculado em alguma espécie de elemento não estarem expostas como normas, nos faz entender que não se deveria fazer da situação do uso de elementos associados às orações um ritual litúrgico. Mas, infelizmente, o recurso é habitual, o costume se transformou em espinha dorsal das neos para arrecadação do financiamento de seus projetos ministeriais. O pastor distribui diversos objetos aos membros que aceitam contribuir com determinado valor em oferta, ensinando que a bênção poderá ser alcançada através daquela aquisição e da disposição em ofertar. E ora especificamente pelos participantes do que se convencionou chamar de “corrente” ou “campanha”.

Digo que não se deveria fazer de “correntes” ou “campanhas” partes litúrgicas de um culto mesmo sabendo que existe em algumas partes da Bíblia situações inusitadas usadas por Deus para alcançar seus propósitos de abençoar pessoas. Por que, não? Porque nenhuma cura na Bíblia foi realizada estipulando uma condicional padronizada. Aliás, Jesus e os profetas jamais repetiram fórmulas para realizações de milagres. Também digo que não deveria ser assim porque a prática induz a ovelha a deixar de ser adoradora para ser uma solicitante disso, aquilo e acolá. Deus busca adoradores que o adorem em espírito e em verdade!

Entendo que não existe esforço por parte de líderes de igrejas neopentecostais para oferecer aos membros ensino teológico aprofundado. Parece ser assim, não digo categoricamente que é. Eles parecem não desejar o crescimento espiritual das ovelhas, aparentemente não desejam fazê-las crescer em Cristo e se tornarem maduras espiritualmente.  Vi algumas pessoas neopentecostais com desejo de aprofundarem-se no conhecimento bíblico trocarem as neos por igrejas pentecostais e depois refutarem veementemente a prática da barganha.

É importante esclarecer que as igrejas neopentecostais afirmam que solicitam dinheiro para a manutençãao de programas de televisão com vista a evangelizar, usam este argumento de maneira maciça para promover a arrecadação. Porém, o mais recente apontamento do senso do IBGE acusou que a igreja que mais cresceu no Brasil nos últimos dez anos anteriores à pesquisa foi a pentecostal Assembleia de Deus. 

Equívoco dos pentescostais

Observando argumentações de críticos pentecostais, concordo com você que existe muita superficialidade ao se fazer a crítica. Em determinada ocasião, tive a oportunidade de refutar um renomado escritor e conferencistas assembleiano, conhecido dentro e fora do Brasil. Este crítico dizia que a prática da “unção do riso”, o “reteté“/ “sapatinho de fogo”, vinha das neos. Mostrei-lhe que o fundador da Assembleia de Deus, Gunnar Vingren era praticante desse costume, lá pelos idos de 1913, apresentando-lhe sua biografia. Ele criticava a Igreja da Graça e a Universal sem saber que na IURD e na IIGD não existe espaço para manifestações de “aleluias” e “glórias” em voz alta, que existe maior reverência de membros nas neos durante as ministrações da Palavra de Deus, que não se admite nas neos conversas entre membros e idas e vindas ao banheiro durante as pregações.

Mas, penso saber o que induziu o renomando escritor pentecostal a concluir equivocadamente sobre a origem da unção do riso, reteté/sapatinho de fogo. Existe um vídeo no YouTube, em que Kenneth Hagin, considerado o grande influenciador das igrejas neopentecostais brasileiras, aparece rindo muito, e diversos membros que estão no mesmo ambiente sendo incentivados por ele a rirem também, num ambiente que parece ser reunião de culto. Daí deduzir que aquilo seria uma invenção de Hagin, esquecendo-se do relato no livro biográfico de Gunnar Vingren.

A maior parte dos pentecostais tendem a ensinar que Deus não se interessa em abençoar crentes na parte material. Alguns até acreditam que seja pecado pensar em ser abençoado na esfera material. Nem se quer entendem que o Reino de Deus começa a fazer parte da vida do crente quando este crente aceita a Cristo como Senhor, o seu Rei dos reis. Parece que uma parte dos pentecostais desconhecem as etimologias das palavras paz, salvação e bênção nos idiomas do Antigo e Novo Testamento. Eles ignoram que a Bíblia fala em prosperidade no campo espiritual e material. E, não se sabe se propositalmente ou não, confundem o que a Bíblia diz sobre prosperidade com essa suposta doutrina cristã classificada como Teologia da Prosperidade.

Concluindo.

Eu quero fazer parte de uma igreja perfeita, tenho esse desejo sabendo que não existe uma igreja perfeita aqui na terra, a perfeição só será atingida quando Jesus arrebatar os crentes desse mundo para adorarem a Deus eternamente lá no céu. Aqui, somos todos, homens e mulheres, crentes falhos, e precisamos aprender a nos tolerar e não exigir do outro a perfeição que não temos.

Porém, sendo gente falível, é lógico que não devemos aceitar todo tipo de falha, pois a raiz dos problemas nunca é a ação mas a intenção. Aquele que erra de maneira repetida e intencionalmente, deve ser avaliado e reprovado por nós, pois para isso Jesus Cristo nos deu pelo seu Espírito o dom de discernimento de espíritos (1 Coríntios 12.7-11). Quem age fraudulentamente, conforme escreveu em seu texto citando Mateus 12.3, é reconhecido por tudo que produz de ruim. Isso se aplica aos neopentecostais, aos pentecostais, aos crentes reformados e a qualquer outro crente que se identifique por outra rotulação.

Refutemos os hereges, tomando o cuidado para não cometer a heresia de confundir o que seja realmente heresia. Nem tudo que é estranho ao nosso modo de cultuar a Deus é pecado, então, antes de opinar, tenhamos a paciência de procurar o posicionamento bíblico a respeito daquilo que consideramos estranho.

E.A.G.

sábado, 7 de março de 2015

EBD LÇ.10 "NÃO FURTARÁS".

Posted by Pr. Genivaldo Tavares de Melo on sábado, março 07, 2015 with No comments
EBD – SUBSÍDIO - LIÇÃO PARA O DIA 08/03/2015
PONTOS A ESTUDAR:
I –  O OITAVO MANDAMENTO.
II – LEGISLAÇÃO MOSAICA SOBRE O FURTO.
III – SOBRE OS DANOS MATERIAIS.
IV – O TRABALHO.

 PROPOSTAS DA INTRODUÇÃO: Furtar nos nossos dias virou uma epidemia tomou conta dos corredores palacianos.


I – O OITAVO MANDAMENTO.

1.1 Abrangência.

O autor vai além do conceito de subtrair o que é alheio como;
Tirar, furtar ou roubar.
Qualquer negócio com vantagem ilícita que cause prejuízo a outrem.

Aqui vem o que parece ser um novo conceito sobre “furtar”:
“Estende-se ainda à provisão de emprego para que todos possam ganhar o seu sustento honestamente.”.

A frase acima poderá ficar mais bem entendida se dissermos que: O desempregado vive desonestamente quando vive à custa de outrem? O  conceito acima pode nos dar essa ideia.


1.2 Objetivo.

Obviamente que toda opinião precisa ser respeitada mesmo diante das discordâncias.

O objetivo é estabelecer o limite entre a linha de posse da coisa própria da coisa alheia. Não furtarás é mandamento que deve ser obedecido.

Não é não até hoje.

Há muitas outras formas de furtos: Pedir emprestado e não pagar, comprar fiado e virar as costas, faltar com a palavra que devia ser confiáveis.

 “A desonestidade é um câncer na sociedade...”.
1.3 Contexto.


O autor fala da tradição rabínica e do sentido primário deste mandamento, ligado ao furto de pessoas pelo verbo “ganav”.

Penso que a língua portuguesa é de uma amplitude confortável, pois,  sempre que lemos “não furtarás”, aplicamos isto de forma genérica para todos os sentidos.


II LEGISLAÇÃO MOSAICA SOBRE O FURTO.

2.1 A pena por furto de bois e ovelhas.

Dizer que a estrutura (legal) do sistema mosaico pertence ao campo jurídico equivale a dizer, no campo material. Transcendendo ao tempo, transporta-se a questão para o plano espiritual pela nossa relação com Deus e com os homens, notadamente homens comprometidos com a mesma fé e esperança.

As demais informações com respeito ao furto e a penalidade, são importantes no sentido em que, mesmo no tempo dos seus acontecimentos, a atenuante já era previsto como no caso da confissão voluntária.

2.2 . Furto a noite com o arrombamento da casa.

É impressionante como a Bíblia deu ferramenta para todos os códigos penais que vieram posteriormente.

Aqui temos; legítima defesa e invasão de domicílio.



2.3 O ladrão do dia.

O reconhecimento da pena neste caso é diferenciado para os casos citados no ítem 2.2 pela própria natureza da ocorrência.


III – SOBRE OS DANOS MATERIAIS.

3.1 Animal solto.

Os danos materiais eram previstos como é previsto hoje que dadas as circunstâncias, considera-se crime doloso quando o individuo assume o risco de matar, como, dirigir bêbado ou em alta velocidade.

Culposo, quando as circunstâncias alheias a vontade do agente, contribuíram para o incidente.

Deixar animais soltos no campo era assumir o risco de causar prejuízos a terceiros.

Como tem sido comum, animais soltos, causarem danos a terceiros.


3.2 A queimada involuntária.

Queimada  involuntária e demarcação de terras podem ser considerados, furto dentro deste contexto? Pensando no prejuízo causado, sim.

3.3 O furto e o ladrão.

Aqui vem a figura conhecida como fiel depositário; aquele que assume a responsabilidade pelos bens ou valores em espécie. Artigos 640 do CC e o artigo 665 inciso IV, dão muita dor de cabeça aos fieis depositários.

Já fui vítima em ser “fiel depositário” e paguei muito caro, daí a minha recomendação:

Se você trabalha e surge um oficial de justiça, nomeando bens à penhora e pede para que você assuma a condição de “fiel depositário” quando você não tem qualquer responsabilidade, aqui vai um conselho; c a i a   f o r a!

Se assumir na condição de empregado, ao desligar-se da empresa, comunique ao juiz que cuida do processo pedindo a troca do depositário.


IV – O TRABALHO.

4.1 Uma bênção.

Este tópico da lição traz pontos importantes na relação patrão empregados; do trabalho e da honestidade que deve ser a marca de ambos.

Há patrões que furtam empregados; baixos salários, atrasos voluntários e a dignidade do operário.

Há empregados que furtam os patrões com atestados falsos ou frios. Materiais de uso da empresa, mesmo que caiam em desuso, tira-los sem autorização é com certeza, um furto.

É uma bênção, agir com honestidade em tudo.


4.2 Os bens.


Este tópico pode parecer fora do contexto da lição, todavia, parece enquadrar-se na “lei antifurto” por sonegar primeiramente a Deus, a vida e os bens, principalmente bens em espécie, tanto que Malaquias usou o termo: “Roubará o homem a Deus?”

O homem pode roubar a Deus, no tempo e nas contribuições devidas.


4.3 O Novo Testamento.

Penso que não furtar deve preocupar mais no contexto do Novo Testamento que do antigo e dou como exemplo:

Tudo quanto fazemos no plano material, sujeita-nos ao julgamento dos homens e as penalidades previstas e estas, pelo caráter publicável deixa evidente o mau comportamento de alguém.

No plano espiritual que é como as coisas são vistas na Nova Aliança, nem sempre são julgadas aqui e pode levar o infrator, a amargar uma eternidade sem Deus.


Boa aula à todos.


Não me esqueci da lição anterior e mesmo tendo passado,  pretendo trazer comentários a respeito.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Como os Mártires na Líbia estão Testemunhando no Egito

Posted by Carla Ribas on terça-feira, fevereiro 24, 2015 with 1 comment
Como os Mártires na Líbia estão Testemunhando no Egito
Por Jayson Casper
Cairo - Egito
Tradução e Versão: Carla Ribas

Sem medo da matança de 21 cristãos na Líbia, o diretor da Sociedade Bíblica do Egito enxergou uma oportunidade de ouro para o Evangelho.
"Precisamos ter os folhetos das Escrituras prontos para distribuir para a nação assim que possível,"disse Tamez Atallah ao seu staff na noite em que um grupo ligado ao ISIS lançou o vídeo da sua horrível propaganda. Menos de 36 horas após o acontecimento, o folheto intitulado: Duas Fileiras na Areia (Two Rows by the Sea) foi enviado para impressão.

Uma semana depois, 1.65 milhões de cópias haviam sido distribuídas durante a maior campanha já feita pela Sociedade Bíblica, superando, inclusive, a marca de 1 milhão de folhetos distribuídos após a morte do Papa Copta, Shenouda III.
http://www.vivabonsmomentos.com/2015/02/como-os-martires-na-libia-estao.html
O folheto contém citações bíblicas sobre a promessa de bênção em meio ao sofrimento, juntamente com um comovente poema no idioma Árabe coloquial:

Quem teme quem? A fileira vestida de laranja, vendo o paraíso aberto?
Ou a fileira vestida de preto, com pensamentos malignos e violados?


"O design foi projetado para que o folheto fosse distribuído a qualquer egípcio sem causar ofensa," disse Atallah. "Para confortar os enlutados e desafiar as pessoas a comprometerem-se com Cristo."

A Sociedade Bíblica distribuiu os folhetos a todas as igrejas do Egito, porém, uma congregação foi além.
http://www.vivabonsmomentos.com/2015/02/como-os-martires-na-libia-estao.html
A Igreja Evangélica Isaaf, localizada bem no centro de uma das mais movimentadas ruas do Cairo, pendurou um cartaz na parede ao nível dos olhos dos pedestres. "Nós aprendemos com as palavras do Messias," lia-se com a imagem da bandeira do Egito ao fundo, "Amem os seus inimigos, façam bem aos que vos odeiam..."

O Pastor Francis Fahim afirmou que o cartaz servia para confortar todos os egípcios, muçulmanos e cristãos.

As decaptações efetuadas pelo estado islâmico na Líbia resultaram em uma simpatia sem precedente pelos cristãos egípcios, que tem encontrado uma crescente identidade comum com as linhas denominacionais. Os martirios também proporcionaram à Copta, uma plataforma para testemunho das realidades da sua fé, ao perdoarem publicamente os terroristas.

Mas o seu testemunho pode causar riscos. Antes das decaptações, a Fraternidade Muçulmada do Egito especulou em seu website que os coptas podem ter sido sequestrados por estarem evangelizando.

A afirmção era sem fundamento, mas o site da Cristianity Today (de onde foi traduzida essa notícia) examinou acusações similares em 2013 contra os cristãos na Libia logo após os primeiros martírios modernos coptas fora do Egito. Os detidos estavam de posse de materiais devocionais destinados à importante comunidade de trabalhadores migrantes de Copta.

Como os Mártires na Líbia estão Testemunhando no Egito

O novo folheto - Duas Fileiras na Areia - revela quão abertamente o material cristão circula hoje em dia no Egito. Considere o que pode ser encontrado na maior feira de livros árabe, que recebe 2 milhões de visitantes anualmente.

Em meio às centenas de estandes na 46a Feira Internacional do Livro do Cairo, realizada entre 28 de janeiro e 12 de fevereiro, a chamada do evangelho ressoou de dois camelôs microfonados.


"O Injeel por uma libra," anunciava um, referindo-se ao preço promocional do Novo Testamento árabe para o equivalente a 13 centavos.

"E um brinde para todos os visitantes", exclamava o outro, oferecendo um DVD do filme Jesus para todo observador curioso.

O estande pertencia ao serviço Serviço Espiritual para Publicação, (Spiritual Service for Publishing) (SSP), uma filial CRU e um dos dois distribuidores autorizados do filme Jesus para o Egito. Eles ocuparam uma ala central de destaque da feira, ao lado de, pelo menos, uma dúzia de outras editoras cristãs

"Houve uma grande resposta à nossa presença na feira", disse Henain Ibrahim, diretor administrativo da SSP. "Embora o nosso público alvo não sejam os muçulmanos, que constitui a grande maioria no Egito, é natural que eles tenham sido o nosso maior numero de clientes."

Até o final da feira, a SSP tinha vendido mais de 7.000 Novos Testamentos e doado mais de 17.000 cópias do filme Jesus.

"Após as nossas duas revoluções [25 de janeiro de 2011 e 30 de junho de 2013], a relação entre muçulmanos e cristãos melhorou", disse ele. "Os muçulmanos começaram a querer saber mais sobre o cristianismo. Estamos aqui abertamente, não há problemas, e as pessoas estão vindo. "

A presença de editoras cristãs antecede as revoluções. A SSP vende o filme Jesus na feira desde 2008, e as editoras cristãs estão presentes desde o início dos anos 1990.

Mas a novidade é a sua ousadia. Após a remoção da Irmandade Muçulmana do poder, os cristãos têm experimentado uma visibilidade sem precedentes em praça pública.  Mas a livre disponibilidade do filme Jesus contrasta de forma gritante com outras decisões recentes de censura.

Em dezembro, o Egito proibiu a exibição do filme Exodus: Deuses e Reis, citando a imprecisão histórica ao retratar os judeus como construtores das pirâmides. No mês passado, o governo restringiu publicações estrangeiras consideradas "ofensivas à religião", logo após a controvérsia Charlie Hebdo.

Desde que começou, em 1969,  a Feira do Livro do Cairo tem sido o local de significativa controvérsia, ora promovendo a liberdade de pensamento, ora restringindo-o. Protestos são comuns.

A feira deste ano foi calma, já que o governo do Egito está empenhado em acabar com o caos dos anos revolucionários. Ibrahim contou que um punhado de pessoas tentou perturbar os visitantes do estande da SSP, advertindo-os a não aceitar os panfletos. Mas os oficiais da segurança rapidamente os colocaram para fora.

Mas as autoridades de segurança também pediram que ele desligasse os microfones, e mantivesse a distribuição dentro do estande. Ibrahim obedeceu. Alguns começaram a resmungar, e a imprensa local ficou dividida.

Em geral, a distribuição de livros e vídeos cristãos é aceita no Egito, desde que os materiais não abordem diretamente o Islã e não sejam distribuídos fora das livrarias designadas.

"Alguns pensam que a liberdade no Egito lhes permite expressar-se sem restrições", disse Atallah. "Mas isso deve ser feito com sabedoria para garantir as portas abertas para os cristãos em longo prazo."

Porque os cristãos não são completamente livres, alguns forçam limites, enquanto outros procuram ministrar prudentemente dentro deles. Ambas as abordagens foram empregados entre os participantes da feira.

A Sociedade Bíblica, que oferece 700 produtos, participa da feira desde 1996. Sua mais nova oferta é um livro de mesa-de-café do Sermão da Montanha.

"Nosso objetivo é tornar as Escrituras acessíveis a ambos, os cristãos sem igreja e os muçulmanos interessados", disse Atallah, descrevendo o último como uma "minoria significativa" de seus clientes. "Mas nós somos mais responsáveis ​​por todas as igrejas do que os registradas como empresas privadas ou que estão no ministério eclesiásticos."

Enquanto os cristãos no Egito são gratos pela recém-descoberta a seu favor, Atallah pede cautela. A liberdade que desfrutam atualmente não é completa, nem totalmente segura.

"O preço para manter o Egito livre dos islamistas tem sido à custa dos direitos humanos recém-adquiridos", disse ele. "Apesar de a grande maioria dos egípcios apoiar esta "guerra" aos extremistas islâmicos, a única maneira de executá-la seria retornar a um estado policial regido pelo exército."

Atallah continua otimista, mas mede as palavras com cuidado. A Feira do Livro é uma oportunidade, e os assassinatos no Estado Islâmico uniram sociedade. Folhetos evangelísticos são bem-vindos hoje, enquanto os livros da Irmandade são proibidos. Mas há apenas dois anos, o presidente da irmandade Mohamed Morsi abriu a feira do livro. O pêndulo pode oscilar para ambos os lados.

"Estamos aqui há 130 anos", disse Atallah da Sociedade Bíblica, que recentemente abriu sua 15ª filial no Egito. "Queremos estar por aqui pelos próximos 130, e disponibilizar a Bíblia para quem quiser."

[Abaixo, os folhetos da sociedade Bíblica em Inglês e Árabe.]




Como os Mártires na Líbia estão Testemunhando no Egito

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Fonte: christianitytoday.com

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