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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Como fazer apologia cristã de acordo com a Bíblia Sagrada

Posted by Eliseu Antonio Gomes on sexta-feira, janeiro 17, 2014 with 4 comments
Por Eliseu Antonio Gomes

Algumas considerações: Faço um comparativo com o modo que os líderes da Igreja Primitiva fizeram a defesa da fé cristã e como hoje em dia muitos dizem exercê-la. Escrevo após comparar o ensino cristão do passado e o ensino bíblico atual, na parte da questão apologética. Abordo a relação entre as palavras "ensino" e “apologética". Comento o que vejo em quase uma década como internauta.

Jesus convocou a todos os cristãos ao evangelismo, sabemos que evangelizar significa anunciar a Cristo como salvador, anunciar as Boas Novas às almas perdidas. Também solicitou aos apóstolos e discípulos que ensinassem as nações. O ensino tem como uma de suas vertentes esclarecer ao cristão neófito sobre o perigo de heresias que ameaçam entrar no meio de igreja ou que já esteja atuante. 

Nas páginas bíblicas

Eu pauto meu comentário a partir da análise do exercício da apologia cristã, que está registrada no Novo Testamento. Lendo Atos dos Apóstolos, e as Cartas Pastorais, observamos a ação de crentes na Igreja Primitiva em duas etapas interligadas e ao mesmo tempo distintas. Eles atuavam como evangelistas e como discipuladores.

Conforme os registros neotestamentários, o papel de apologetas ficou restrito às lideranças de apóstolos e pastores. Sim, a defesa do Evangelho (ensino/crítica aos hereges) era feita por pastores, nos limites de suas congregações. 

Os apóstolos Paulo, Pedro e Tiago foram fundadores de congregações, e realizaram ensinos e alertas contra propagadores de heresias dentro da área em que possuíam liderança. A ação apologética deles limitava-se aos cristãos que eles evangelizaram, era dirigida aos que se converteram por meio do trabalho evangelístico que empreenderam. Paulo não interferiu nas congregações sob liderança de Pedro ou João, e vice-versa. Timóteo não interferiu na congregação de Tito e Judas e não houve interferência de ambos na doutrina de Timóteo. Todos eles fizeram combates apologéticos contundentes em seus respectivos ministérios.

O discipulado na atualidade

Apologetas precisam zelar pela ordem e decência, evitar escândalos, não se colocar no posto de promotor de contendas e divisões entre irmãos, restringir sua ação dentro do parâmetro que o Senhor estipulou que ensinem, no local onde possuir vínculos com cristãos na função de pastor ou sob a diligente orientação pastoral de seu líder.

Porém, hoje em dia, muitos cristãos cogitam exercer apologia, mas não se conduzem como os irmãos do século 1, agem fora dos padrões da apologia cristã apresentada na Bíblia Sagrada. Plugados na rede mundial de computadores grande parcela de cristãos parece ardorosamente desejar fazer o discipulado em almas que não evangelizaram e não trouxeram aos pés de Cristo. Eles querem "pastorear" quem Deus não lhes confiou o pastorado.

Muitos, que se comportam nesta péssima situação, não são ao menos pastores na esfera presencial, não têm uma congregação para administrar ensino bíblico, ou pior, não pertencem a nenhuma congregação nem na condição de membros. E assim através de suas postagens em sites, blogs e redes sociais demonstram acreditar possuir liderança pastoral em membresia alheia.

Muitos crentes, que não são líderes evangélicos - entre alguns usuários de internet a relação pastor/membro é pouco valorizada como pré-requisito à ação de ensinar (fazer a apologia) - desejam ser úteis na questão da defesa da fé cristã, mas não estão enquadrados no perfil que a Bíblia apresenta para que sejam. Eles classificam tal comportamento como ação legitimamente apologética. Lamento dizer que não é.

O cenário é lastimável. Depois do advento da internet, o procedimento equivocado de realizar interferências pontuais em ministérios alheios é o grande pecado da vida pós-moderna. O pentecostal critica o reformado, que por sua vez critica o pentecostal e o neopentecostal. Enquanto isto, hereges da Adventistas do 7º Dia, Mórmons e Testemunhas de Jeová, folgam e crescem sem que haja defesa eficaz contra ataques que eles promovem à doutrina da divindade de Cristo. 

E.A.G.

Artigo publicado originalmente no blog Belverede em 14 de janeiro de 2014.
Reações:

4 comentários:

  1. muito importante, isso realmente precisa ser mudado, pois com isso quem ganha é o mundo e os hereges.

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  2. Devemos realmente voltar a praticar o evangelho registrado no livro de atos; hoje as igrejas estão se desviando do foco principal que é Jesus Cristo e se voltando para interesses pessoais.
    http://paramarcosperuibe.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. "...Plugados na rede mundial de computadores grande parcela de cristãos parece ardorosamente desejar fazer o discipulado em almas que não evangelizaram e não trouxeram aos pés de Cristo. Eles querem "pastorear" quem Deus não lhes confiou o pastorado."

    Eliseu, antes desse texto seu, estava concordando com você até certo ponto. Defender a fé cristã pode ser tarefa sim de pastores e pessoas que possuem condições para isso, com conhecimento e sabedoria, que é Deus quem dá. Semelhantemente como disse Jesus, digo: quem faz tudo certinho que atire a primeira pedra. Isso serve também para mim, nesse momento. Mas acredito que Deus através do seu Espírito é quem define isso, ou seja, quem é o portador da mensagem. Poderá alguém sem curso de teologia, ou mesmo sem pastorado, receber de Deus uma mensagem, até mesmo em defesa da própria fé cristã e compartilhá-la com alguém que seja alvo dessa mensagem, ou mesmo pela rede a quem visualizá-la. Ou não será o Espírito de Deus o suficiente para fazer alguém chegar até o teu, o meu, ou outros Blogs e tocar no coração dessa pessoa e ela concordar que está errada em frequentar uma determinada seita, ou mesmo receber o Senhor Jesus e a partir disso ser evangelizada e discipulada? Estaríamos fazendo apologia cristã? Há na bíblia algum texto que proíba alguém de defender a fé cristã, evangelizar ou discipular alguém de fora das suas esferas de relacionamento e "pastoreio"? Quem tem autoridade para dizer quem Deus confiou para "pastorear" determinada pessoa? O pastor, o apóstolo(a), o presbítero, a teologia, o entendimento geral de apologia cristã? O que nos diz 1Co 3:19? Com toda certeza é o próprio Deus. Conhece aquela máxima, cabeças ocas ordenadas por mãos vazias? Os homens, seus títulos e sua acepção de pessoas. Com a internet pessoas podem ser tocadas nos seus corações e a partir daí serem convertidas, ministradas, evangelizadas e até discipuladas. Ou será que o que você e eu escrevemos é por nossa própria conta, sem a intervenção do Espírito Santo? Quem pode dizer? Ou será que acreditamos que só de vez em quando o Espírito Santo de manifesta em nossas vidas? Muito pelo contrário, o Espírito de Deus mora em nós e nos orienta em tudo o que fazemos, como bem sabemos. A partir desse texto acima você dá a entender que todos nós estamos fazendo errado quando tentamos evangelizar, discipular, falar de Jesus e da salvação e até mesmo ir em direção da defesa da fé cristã, a quem precise e que não esteja no nossos círculos normais de relacionamento. Isso para mim é engano e pode trazer prejuízos à propagação do evangelho e da fé cristã. Em vez disso porque não abrimos os olhos das pessoas para os "outros evangelhos" e seus falsos mestres que o apóstolo Paulo falou? ou será isso apologia cristã, e um erro também? Para finalizar, muito ministramos que Deus está no controle de todas as coisas, mas diante disso que estamos "conversando" será que acreditamos nisso mesmo? Ou será que entendi tudo errado o que você escreveu, e estou fazendo o contrário do conceito de apologia e estou realizando um ataque? Claro que não, é só um alerta.

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    Respostas
    1. Amigo e irmão Araujo.

      Não sou pastor. Mas algumas vezes, até quando novo convertido, fiz apologia bíblica. Mais de uma vez evangelizei pessoas nas empresas que trabalhei, em horário de almoço. Algumas, depois que se convertiam, aparecia uma pessoa ligada aos testemunhas-de-jeová e tentava atrapalhar tudo o que elas tinham ouvido de mim. Eu me esforcei em favor delas, orei, busquei literaturas certas com a ajuda de um professor de escola dominical e evitei que desanimassem na fé e fossem para o caminho errado. Com a colaboração de outros irmãos, colegas de empresa, levei as almas convertidas para congregações evangélicas perto da casa delas, e lá as entreguei aos cuidados do pastor, ministro de Cristo. E assim hoje, pela graça de Deus, há almas que são líderes, pastores, gente que tive a oportunidade de oferecer minhas iniciativas de evangelista e apologeta.

      Hoje tenho quase 31 anos servindo a Deus. Nesta caminhada de fé aprendi que se uma alma estiver devidamente evangelizada mas longe dos cuidados de um pastor, será como uma pobre ovelha no campo, sozinha, sem os cuidados de alguém preparado para protege-la de seus predadores.

      As almas precisam da Igreja de Cristo! Jesus, o Sumo Pastor das ovelhas colocou homens como pastores, pessoas encarregadas por Deus para dirigir a igreja local, a comunidade cristã, igreja na esfera física. A colocação de gente na função pastoral não aconteceu por acaso. A figura pastoral é necessária para que novos convertidos tenham a oportunidade de crescer, tornar-se adultos na fé.

      O outro evangelho” que Paulo mencionou, era o ensino equivocado de pregadores que afirmavam que Jesus que não havia vindo em carne, a afirmação equivocada que Jesus era um espírito. Tal mentira visava tentar explicar a razão do Filho de Deus não ter pecado durante os anos que viveu como ser humano aqui na Terra. Sobre este tipo de pregação, João explicou que os que assim anunciavam Jesus eram anticristos. Mas, nos dias atuais este contexto bíblico é pouco abordado quando se usa Gálatas 1.8. Os apologetas de então muitas vezes sequer se lembram de Cristo como o Verbo que se fez carne ao citar esta passagem bíblica. Parece que usam a referência apenas com o objetivo de atacar usos e costumes de denominações que eles não pertencem, a defesa que fazem é de dogmas de instituições eclesiásticas, não defendem o Evangelho. Cito isto porque é uma situação extremamente comum de ver!

      Sobre pastores, digo-lhe que quem os escolhe é Cristo. Uma pessoa não se torna pastor porque recebe um crachá e uma oração seguida da unção com óleo. Se o ritual ocorre é porque a pessoa teve sua chamada reconhecida pelos homens. E muitos chamados por Cristo ao pastorado ainda não são reconhecidos pela denominação evangélica onde congregam. Nesta período do não reconhecimento de homens, eles estão por aí, mesmo sem a percepção humana, fazendo a obra que Deus lhes confiou. Isso não é uma situação ideal, mas acontece na vida de alguns...

      Abraço, na paz de Cristo.

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